01 nov 2016

O que você foca, cresce

Quando se fala em avaliação de performance no ambiente de trabalho, fala-se em identificar o que está sendo feito de errado para então corrigir, certo?

Mais ou menos. Quer dizer, até o momento sim.

Feedback no Brasil

O Brasil tem de forma geral uma cultura de feedback fraca. Na maioria das vezes o feedback é dado quando há algo de errado a apontar sobre o colaborador. Feito de forma descuidada, no lugar de ajudar e fornecer elementos de desenvolvimento ao colaborador, por falta de tato dos gestores, gera frustração e até desengajamento.

O que você foca, cresce: o ROI de quem está focando nos pontos fortes

O Instituto Gallup* desenvolveu uma pesquisa em mais de 45 países sobre práticas de gestão baseadas nos pontos fortes dos colaboradores para medir o ROI, retorno sobre investimento dessa ação e os números foram incríveis.

  • As vendas aumentaram em 9%
  • O faturamento aumentou em 15%
  • O índice de clientes engajados aumentou em 4%
  • O engajamento dos colaboradores aumentou em 6%

Dos 1.2 milhão de colaboradores entrevistados, 67% que estão extremamente engajados em seus trabalhos, acreditam que isso se deve ao fato de seus gerentes focarem em seus pontos fortes e em suas características positivas.

Este numero cai para 2% de engajamento, quando os colaboradores percebem que seus gerentes focam seus pontos fracos.

Um exemplo brasileiro

Recentemente ví um vídeo sobre a adoção de práticas de Investigação Apreciativa no ambiente de trabalho que começa ainda timidamente aqui no Brasil. Uma evolução gratificante, pois nossa cultura caracteristicamente prioriza a crítica quando algo não está bem, mas economiza no reforço positivo, o que, comprovadamente, não funciona. Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei, observou isso muito bem. Nas olimpíadas, em entrevista sobre seu modo comedido com alguns jogadores mais jovens, ele relatou que a geração X e Z responde melhor ao reforço positivo, enquanto que os veteranos tem pele mais grossa e respondem bem aos rompantes agressivos do técnico.

Investigação apreciativa

Na Investigação Apreciativa, a intervenção cede lugar à investigação, imaginação e inovação. Ao invés de negação, críticas e diagnósticos complicados, há descoberta, sonho e desenho de possibilidades. Envolve a arte e a prática incondicional de fazer perguntas positivas que fortalecem a capacidade do sistema de antecipar e explorar potenciais positivos. Através de Investigação Apreciativa, centenas ou até milhares de pessoas podem ser envolvidas em co-criar seu futuro coletivo, em transformações organizacionais de larga escala. Ao invés de perguntarmos “o que está errado” perguntamos “o que é possível”. Instituto Co-criar

A mudança é urgente

As abordagens de avaliação de desempenho que funcionaram até aqui, já não funcionam mais. É necessário uma atualização também nas formas de abordar os comportamentos e relacionamentos no local de trabalho. Para os que resistem, os dias estão contados, pois as novas gerações demandam novidade nesse assunto.

Aqui na Emovere You acreditamos na colaboração e em abordagens que tem como centro o ser humano, que deve ser respeitado e apreciado.

Sua empresa enfrenta questões geracionais ou um desengajamento alto? Podemos lhe ajudar e estamos disponíveis para um café. Faça um contato

Por Cláudia Krüger, Sócia na Emovere You

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